<em>Intermarché</em> perdeu processo contra sindicalistas

O tribunal da Marinha Grande negou razão à loja Intermarché daquela cidade, no processo que intentou contra dirigentes do Sindicato do Comércio e uma ex-trabalhadora, que eram acusados por difamação e denúncia caluniosa, porque, há cerca de dois anos, distribuíram comunicados aos clientes, à porta do estabelecimento, a contestar ilegalidades laborais.
Esta sentença, proferida a 8 de Março, «é o coroar dum processo, onde foi claro que o Intermarché pretendeu, tão só, usar o Tribunal como «arma de arremesso» para desgastar o CESP e os seus dirigentes, que, em conformidade com as suas responsabilidades sindicais, se empenharam em promover e defender os direitos, interesses e reivindicações dos trabalhadores», refere um comunicado do sindicato.
Recentemente, no tribunal de Trabalho de Leiria, também o Intermarché da Marinha Grande perdeu um outro processo, promovido por uma delegada sindical, ilegalmente despedida, na sequência de muitas perseguições e discriminações. O CESP/CGTP-IN refere que, neste caso, foram provadas as acusações e o Intermarché foi condenado a indemnizar a trabalhadora.
«No auge da luta pelos direitos e contra a prepotência do Intermarché, vários trabalhadores, a maioria hierarquias, surgiram a patrocinar mais um processo no Tribunal da Marinha Grande, contra o CESP e os seus dirigentes», mas, conta o sindicato, «constata-se, agora, pelas respostas ao inquérito, que os autores do processo foram manipulados, passaram mandatos em «branco», para alguém, a mando da empresa e do senhor António Figueira, poder mexer os «cordelinhos» e accionar processos de desgaste» contra o sindicato. Este processo foi agora abandonado.
O sindicato lembra que casos de uso abusivo do Tribunal pelo Intermarché tinham já ocorrido em Santiago do Cacém e no Fundão, correndo actualmente um processo na Covilhã.


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